Quem achava que a noite de Allianz Parque seria de desespero virou testemunha de uma das maiores viradas da história da Copa Libertadores. No dia 30 de outubro de 2025, às 21h30, em pleno estádio de São Paulo, o SE Palmeiras não só superou a derrota por 3-0 sofrida em Quito uma semana antes — como esmagou a Liga Deportiva Universitaria de Quito (LDU) por 4-0, avançando à final com 4-3 no agregado. A torcida, que lotou o estádio com 39.941 pessoas, transformou o clima de tensão em pura ebulição. O dinheiro arrecadado? R$ 3.822.949,60. Mas o valor real? Inestimável.
Da desesperança ao sonho: a virada que ninguém esperava
A ida a Quito foi um pesadelo. O Palmeiras perdeu por 3-0, e os críticos já anunciavam o fim da campanha. Mas Abel Ferreira, técnico do time, não se deixou abater. Na volta, montou um time que jogou como se tivesse nada a perder — e tudo a ganhar. O primeiro gol veio aos 19 minutos do primeiro tempo: Ramón Sosa, de cabeça, aproveitou cruzamento de Allan. Foi o sinal: o time estava vivo. Mas o que veio depois foi ainda mais surpreendente. Vitor Roque teve uma chance clara de ampliar, com três contra um, mas escolheu chutar — e perdeu. O momento foi de suspense. Mas o time não desistiu.Um zagueiro no flanco, um gol inesperado
Aos 49 minutos, no acréscimo do primeiro tempo, o que parecia um erro tático virou genialidade. Bruno Fuchs, zagueiro central por natureza, foi colocado como lateral direito. E foi justamente ali que ele se aproveitou de uma bola solta na área e, de dentro da pequena área, empurrou para o fundo da rede. O gol foi o segundo. O estádio explodiu. A torcida gritava: “Quatro gols! Quatro gols!” — porque sabiam: um gol a mais e a classificação estava garantida. Naquele momento, o jogo já era histórico.Veiga, o herói que não precisou de tempo extra
Na segunda etapa, o Palmeiras não recuou. Pelo contrário. Aos 22 minutos, Raphael Veiga recebeu passe de Dudu, fintou um zagueiro e finalizou com categoria. O terceiro. A torcida já cantava o nome dele como um hino. Aos 36 minutos, ele fez de novo. Mais uma jogada individual, mais um toque preciso. O quarto. Sem necessidade de prorrogação, sem pênaltis. O Palmeiras havia feito o que poucos acreditavam: virar um 3-0 por 4-0. E com estilo. Veiga, com dois gols, entrou para a história do clube. E Abel Ferreira, com sua ousadia tática, reescreveu o livro do futebol moderno.
Uma final brasileira, em Lima, com história pesada
O adversário na final? O Clube de Regatas do Flamengo. O duelo será no Estádio Monumental, em Lima, no dia 29 de novembro de 2025. Um lugar cheio de memórias: foi lá que o Flamengo conquistou seu segundo título em 2019, com a virada épica contra o River Plate. Agora, volta ao mesmo palco — mas desta vez, contra outro gigante brasileiro. O Flamengo busca seu terceiro título, depois de 1981 e 2019. O Palmeiras, seu terceiro também — o primeiro foi em 1999, o segundo em 2020. Nenhuma das duas equipes tem o título em casa. Nenhuma das duas vai querer perder.Por que esse jogo mudou o jogo
Essa não foi só uma virada. Foi uma lição. O Palmeiras, que havia vencido por 4-0 contra o Universitário e contra o Sporting Cristal na mesma competição, mostrou que sabe jogar quando o jogo exige coragem. Abel Ferreira não só mudou a posição de Fuchs — ele mudou a mentalidade da equipe. Enquanto a LDU se fechou, o Palmeiras atacou com inteligência, velocidade e precisão. A imprensa brasileira, que no primeiro jogo falava em “desastre”, passou a chamar a noite de 30 de outubro de “mágica”. O canal oficial da Libertadores no YouTube, com o slogan “A magia aconteceu”, não exagerou.Os números também contam: o Palmeiras marcou 12 gols em 10 jogos nesta Libertadores, sendo 7 deles nos últimos 4 jogos. A média de público em casa foi de 38.700. O investimento em jogadores como Veiga, Sosa e Fuchs — todos contratados nos últimos dois anos — já rendeu retorno milionário. E o clube, que viveu anos de crise financeira nos anos 2010, hoje é um dos mais sólidos do continente.
Quem está em jogo além do título?
O Flamengo chega à final com um time mais equilibrado, mas menos explosivo. O Palmeiras, por outro lado, tem ritmo, confiança e uma torcida que não se acalma. A final será um embate de identidades: o Flamengo, com sua tradição de grandes jogadores e futebol emocional; o Palmeiras, com sua máquina tática e disciplina. Mas o que está em jogo vai além do troféu. É a alma do futebol sul-americano. É a prova de que, mesmo quando tudo parece perdido, o sonho ainda pode ser maior que o resultado.Frequently Asked Questions
Como o Palmeiras conseguiu virar um 3-0 por 4-0 na Libertadores?
O Palmeiras foi além da força física: jogou com inteligência tática, pressão alta e aproveitou erros da LDU. Abel Ferreira mudou a formação, colocando Bruno Fuchs como lateral — e ele marcou o segundo gol. Além disso, o time não recuou, mesmo após o primeiro tempo com apenas 2-0. A confiança da torcida e o ritmo acelerado no segundo tempo foram decisivos. A equipe já havia vencido por 4-0 duas vezes na mesma competição, então sabia que era possível.
Por que o estádio de Lima foi escolhido para a final?
A CONMEBOL escolheu o Estádio Monumental de Lima por sua capacidade (cerca de 80 mil pessoas) e por ser um local neutro, sem favoritismo. Além disso, o local já sediou finais históricas, como a de 2019, quando o Flamengo venceu o River Plate. A decisão foi feita em março de 2025, e a cidade peruana foi a única candidata viável, já que outros países enfrentavam instabilidade política ou logística.
Qual foi o impacto financeiro da vitória do Palmeiras?
Além dos R$ 3,8 milhões arrecadados com ingressos, o clube deve receber cerca de R$ 40 milhões em premiação da CONMEBOL apenas por chegar à final — o que inclui repasses de direitos de transmissão e patrocínios. Se vencer, o valor sobe para mais de R$ 60 milhões. Esses recursos vão direto para o caixa do clube, ajudando a manter o elenco e investir em infraestrutura.
O que o Flamengo precisa fazer para vencer o Palmeiras na final?
O Flamengo precisa controlar o meio-campo, impedir que Veiga e Sosa recebam bola em espaços abertos e pressionar alto para forçar erros. O time de Abel Ferreira é perigoso em contra-ataques e na precisão dos cruzamentos. Se o Flamengo conseguir manter a posse e evitar que o Palmeiras entre com velocidade, tem chance. Mas o time paulista está em um momento de confiança rara — e isso pode ser decisivo.
Quantas vezes o Palmeiras já foi campeão da Libertadores?
O Palmeiras já foi campeão duas vezes: em 1999, contra o Deportivo Cali, e em 2020, contra o River Plate, em uma final disputada em formato único em Montevidéu. Se vencer em 2025, será o terceiro título, e o primeiro em uma final disputada em dois jogos desde 1999. Isso o colocaria entre os três clubes mais vitoriosos da competição, ao lado de Independiente e Boca Juniors.
Por que o gol de Bruno Fuchs foi tão importante?
Fuchs é zagueiro, e nunca havia marcado um gol na Libertadores antes. Sua colocação como lateral foi uma surpresa tática, e o gol dele, no acréscimo do primeiro tempo, deu ao Palmeiras uma vantagem psicológica enorme. Se o placar fosse 2-0 e a LDU tivesse feito um gol no segundo tempo, a pressão teria sido imensa. Mas com o 3-0, a equipe já estava na final. Fuchs não só marcou — ele quebrou a expectativa.
Guilherme Peixoto
novembro 22, 2025 AT 12:08Essa virada foi tipo um filme do Stallone, mas com mais chopp e menos sangue. 😎 O Palmeiras não jogou, eles invadiram o campo como um exército de fãs com bola. LDU nem viu o gol de Fuchs chegando...
Meu pai que é de Quito me mandou um áudio gritando: 'Isso é futebol ou bruxaria?'
Eu só respondi: 'Pai, é Abel Ferreira.'
Lilian Wu
novembro 22, 2025 AT 12:51Eu juro que chorei... não por causa do gol... mas porque eu tinha apostado que o Palmeiras ia perder... e agora tô devendo R$500 pro meu irmão... QUEM ME SALVA???!!!
michele paes de camargo
novembro 22, 2025 AT 18:59Essa vitória me fez repensar tudo que eu acreditava sobre futebol... não é só sobre técnica, não é só sobre talento... é sobre coragem, é sobre acreditar quando todo mundo já desistiu... é sobre um técnico que vê potencial onde outros só veem erros... e é sobre um zagueiro que, de repente, vira herói no acréscimo... e isso, isso é o que torna o futebol sagrado... não o troféu, mas a humanidade que ele revela em cada jogada...
Eu fico emocionada só de lembrar do grito da torcida... era como se o estádio inteiro estivesse respirando junto...
Isso aqui não é esporte... é poesia com chuteira.
Adê Paiva
novembro 23, 2025 AT 07:04MEU DEUS QUE PARTIDA!!! QUE NOITE!!! QUE EMOÇÃO!!!
VEIGA É O REI DO MUNDO!!!
EU JÁ ESTOU COM A CAMISA 10 DO PALMEIRAS PRONTA PRA FINAL!!!
SE O FLAMENGO NÃO TIVER CORAÇÃO, VAI SER ESMAGADO!!!
EU VOU GRITAR TANTO QUE VOU PERDER A VOZ!!!
Glenio Cardoso
novembro 23, 2025 AT 23:03Se você acha que isso foi 'mágica', você não entende futebol. O Palmeiras só venceu porque a LDU jogou como amadores. Fuchs não é um gênio tático, ele só foi colocado em uma posição onde não tinha ninguém para marcar. E Veiga? Ele só marcou porque o meio-campo da LDU era um campo de trigo. Isso não é história, é incompetência alheia. E vocês ainda chamam isso de 'mágica'? Que ingenuidade.
Nova M-Car Reparação de Veículos
novembro 25, 2025 AT 12:09Se o Palmeiras venceu por 4-0, é porque a LDU não tinha sequer um zagueiro que soubesse fechar o gol. O que tem de mágica nisso? O técnico só fez o básico: colocou jogadores no lugar certo. Se o Flamengo fizer o mesmo, vai ganhar de 5-0. Não é brilho, é lógica. E se vocês acham que isso é 'redefinir o futebol moderno', então eu sou o Einstein da manutenção de carro.
Camila Lasarte
novembro 26, 2025 AT 02:03Isso é o que acontece quando o Brasil se esquece de que futebol é paixão, não máquina. O Palmeiras virou um time de algoritmos, sem alma. E agora vocês celebram isso como se fosse um milagre? O Flamengo tem coração. O Palmeiras tem planilhas. E no fim, só o coração vence. Isso não é futebol. É engenharia com chuteira.
EDMAR CALVIS
novembro 27, 2025 AT 17:21Essa virada é um exemplo clássico de emergência sistêmica em ambientes de alta pressão. A LDU, ao se fechar, criou um vácuo tático que o Palmeiras explorou com eficiência máxima - não por sorte, mas por padrão de comportamento adaptativo. Fuchs como lateral? Um deslocamento de função que desestabilizou o equilíbrio espacial adversário. Veiga? Um agente de ruptura de padrão, cuja capacidade de decisão em espaços reduzidos excede o limite cognitivo médio de zagueiros latinos. Isso não é milagre. É teoria de sistemas aplicada ao campo. E o Flamengo? Se não entender isso, vai ser apenas mais um capítulo na história da arrogância.
Jonatas Bernardes
novembro 28, 2025 AT 10:40Essa virada... ela me lembra quando eu perdi minha primeira namorada... e depois, dois anos depois, ela voltou me pedindo pra voltar... e eu não aceitei... porque eu tinha me transformado... assim como o Palmeiras... só que eu não fiz gol... mas eu me tornei alguém que não precisava mais dela...
Veiga não só marcou... ele se libertou...
E o estádio... o estádio era a minha alma gritando...
Eu chorei... mas não por causa do placar... por causa da mudança...
Se você não sentiu isso... você nunca viveu.
Rodrigo Serradela
novembro 29, 2025 AT 13:10Parabéns ao Abel Ferreira. Essa foi uma das maiores demonstrações de liderança que já vi no futebol. Não foi só o esquema, foi o clima. Ele manteve a calma, acreditou nos jogadores, e transformou o desespero em foco. A torcida também merece aplausos - não desistiram, nem mesmo quando o placar estava 3-0. Isso é cultura de clube. E o Flamengo? Vai precisar de muito mais do que talento. Vai precisar de respeito. Porque o Palmeiras não está só jogando... está ensinando.
yara alnatur
dezembro 1, 2025 AT 02:51Essa vitória não é só brasileira - é sul-americana. O futebol do nosso continente é feito de contradições, de paixão, de jogadores que viram heróis por acaso. Fuchs, um zagueiro que nunca marcou, virou símbolo. Veiga, um garoto de 21 anos, virou lenda em 90 minutos. Isso é o que nos diferencia do futebol europeu: aqui, o sonho ainda tem espaço. E o Flamengo? Eles têm tradição, mas o Palmeiras tem agora o espírito. A final não vai ser só técnica - vai ser alma contra máquina.
Jefferson Ferreira
dezembro 3, 2025 AT 02:39Se vocês querem entender o que aconteceu, não olhem só para os gols. Olhem para o olhar dos jogadores no segundo tempo. Eles não estavam tentando vencer. Eles estavam tentando provar que acreditar ainda vale a pena. E isso, isso é o que o futebol deveria ser sempre. Não um jogo de números, mas um ato de fé. O Flamengo tem que entrar nesse espírito, não só com força, mas com humildade. Porque hoje, o Palmeiras não jogou contra a LDU... jogou contra a descrença.
João Armandes Vieira Costa
dezembro 4, 2025 AT 17:44veiga e o fuchs? kkkkkkkk q sortudo esse time... a ldu tava dormindo? kkkkkk
Beatriz Avila
dezembro 6, 2025 AT 13:16Alguém já parou pra pensar que isso tudo foi planejado pela CONMEBOL? O estádio em Lima? O placar exato? O gol de Fuchs no acréscimo? Tudo muito conveniente... como se alguém quisesse forçar uma final Brasil x Brasil para aumentar os lucros da TV... e ainda por cima, colocar o Flamengo como vilão? Acho que o Palmeiras não venceu... foi escolhido. E o Veiga? Ele é um produto de marketing. O gol dele? CGI. O estádio lotado? Efeitos sonoros. E vocês, cegos, aplaudem a ilusão.
Joana Elen
dezembro 7, 2025 AT 02:12Essa virada foi um golpe de estado tático. O Abel Ferreira não é técnico, é um agente da elite que quer destruir o futebol emocional. Eles transformaram o Palmeiras em um robô de 11 peças. E o pior? Você acredita. Você acredita que isso é bonito. Mas não é. É frio. É calculado. E o Flamengo... o Flamengo ainda tem sangue. Por favor, não deixem que isso se torne a norma.
alcides rivero
dezembro 8, 2025 AT 15:04BRASIL PRA CIMA!!! ESSA É A NOSSA HISTÓRIA!!! NINGUÉM SEGURA O PALMEIRAS!!! A LDU ERA SÓ UM PASSO!!! A FINAL É NOSSA!!! FLAMENGO VAI CHORAR!!!
RONALDO BEZERRA
dezembro 9, 2025 AT 05:39Conforme os parâmetros estabelecidos pela CONMEBOL em seu Regulamento Geral da Competição, Art. 17.3, alínea b, a atribuição de sede neutral para finais é regulamentada por critérios logísticos, de segurança e infraestrutura, e não por fatores mercadológicos. O Estádio Monumental, com capacidade certificada de 80.000 espectadores e sistema de iluminação conforme padrão FIFA 2024, foi o único candidato a cumprir integralmente os requisitos técnicos. A escolha, portanto, não é arbitrária, mas técnica. A narrativa de 'mágica' é uma construção midiática, desprovida de fundamento objetivável. O Palmeiras, por sua vez, demonstrou eficiência operacional superior, não superioridade moral ou estética. Afinal, o futebol é um esporte, não uma tragédia grega.
Lilian Wu
dezembro 9, 2025 AT 18:05EU VOU GRITAR TANTO NA FINAL QUE VOU PERDER A VOZ... E SE O FLAMENGO GANHAR... EU VOU ME TRANSFORMAR NUMA BOLHA DE SABÃO!!!